Ser vítima de assalto na própria residência é uma situação traumatizante. Nosso estudo aponta o que as pessoas fazem para evitar essa ameaça. 

É possível reduzir vulnerabilidades em prédios com a instalação de barreiras físicas e tecnologia. Mas a conduta dos moradores também é importante para garantir essa proteção.

Nossa casa é onde guardamos o bem mais precioso: nossa família. É lá também que estão os conteúdos materiais que batalhamos tanto para conseguir. Por isso, quando passamos a chave na porta, consideramos que estamos bem protegidos. Mas o problema é que, às vezes, o local onde moramos deixa a desejar quanto à segurança. Você já parou para pensar nisso?

Não deixe o perigo bater à sua porta!

 

Ser vítima de assalto é um dos maiores temores do brasileiro, ainda mais se ocorrer em sua própria casa. Em uma época em que os crimes são amplamente divulgados pela mídia, a preocupação com medidas de segurança se tornou uma constante. Os dados de nossa pesquisa comprovam: no Brasil, 22% dos entrevistados relataram ter sido vítimas de assalto em casa (ou tentativa) nos últimos dez anos e 8% nos últimos 12 meses.
A maioria dos casos acontece fora da temporada de férias, geralmente nos períodos da tarde e da noite. A pesquisa identificou que o tipo de habitação afeta diretamente os cuidados dos moradores e traçou um perfil das moradias mais comuns no país. A maioria (36%) mora em casa tradicional. Em seguida, vêm os apartamentos (26%), as casas geminadas em duas paredes (18%) e as casas geminadas em uma só parede (17%). Nesse grupo, os moradores de casas tradicionais são os que adotam o comportamento mais preventivo, enquanto os que vivem em apartamentos têm postura menos atenta.


No caso dos apartamentos, vale destacar que o andar faz a diferença. Os moradores de andares mais baixos, que ficam mais próximos da rua, têm necessidade maior de proteção, mesmo se o prédio conta com porteiros. A partir do terceiro andar, os cuidados preventivos praticamente desaparecem. E, em áreas semiurbanas, o brasileiro também costuma investir em segurança.
A garagem também é comum nas residências (78%). Talvez por esse motivo se encontre o maior temor do roubo porque a garagem facilita o acesso do assaltante. Para 51% dos que moram em casa, o muro é imprescindível para evitar que as pessoas na rua vejam os bens de valor da residência.

Não deixe o perigo bater à sua porta!

Uma pesquisa aponta que 17% dos entrevistados se sentem inseguros no próprio lar durante o dia e 35% à noite. O maior temor é ser vítima de quadrilhas especializadas em roubos a residências. Por isso, outra preocupação é reforçar a segurança com objetos de defesa pessoal: 40% possuem um desses objetos e 15% admitem ter arma de fogo. (Mas vale destacar que, segundo as dicas da Polícia Militar, reagir ao assalto não é a melhor atitude).

O prejuízo com objetos roubados em casa chega a mais de R$ 10 mil para 13% dos brasileiros, mas 25% da população não registra queixa na polícia. O motivo, segundo os entrevistados, é a falta de confiança nos resultados e a dificuldade em identificar os assaltantes. Para boa parte dos brasileiros (44%), o valor do objeto roubado não compensa a burocracia de comparecer a uma delegacia. 

Instalar alarme faz a diferença

O estudo apontou as medidas de proteção que realmente dão certo e são adotadas pela população. A defesa mais eficaz ainda é a instalação de um alarme que, segundo a pesquisa, faz a diferença na hora de evitar roubos. Mas apenas o alarme pode não funcionar.

Não deixe o perigo bater à sua porta!
O ideal é conjugá-lo com outras medidas de segurança.

Não deixe o perigo bater à sua porta!
Para as janelas, vale optar por vidros que não estilhaçam e instalar grades. Um limitador de abertura também ajuda, além do uso de trancas, especialmente quando o ambiente estiver vazio. As portas merecem atenção redobrada. Barras transversais, dobradiças de segurança e trancas especiais são opções baratas e bastante usadas. As mais caras são as portas blindadas e as luzes com sensores de presença. Outra medida é o cão de guarda, que pode receber treinamento especial para ficar alerta à presença de estranhos.

64% aderem às trancas nas portas

A pesquisa também listou os hábitos mais comuns da população, mas que nem sempre são eficazes para evitar assaltos.
Para 64% das pessoas, é vital colocar trancas na porta de entrada. Aliás, a porta é o item que merece mais atenção dos entrevistados: 56% adotam o olho mágico e 54% optam pela instalação de um interfone.
As janelas merecem atenção redobrada, com a instalação de grades (61%) e o uso de persianas (43%). O cão de guarda também aparece no ranking com 55% das preferências.
A medida menos adotada no Brasil é a instalação de alarme (12%), talvez pelo custo e pelas despesas de manutenção.
Nos prédios residenciais, o porteiro aparece na preferência de 40% dos entrevistados. As empresas de segurança privada (38%) também são citadas como úteis na proteção condominial, principalmente para a vigilância de áreas extensas e na portaria durante a noite.

Olhe antes de abrir a porta

O estudo demonstra que em 90% dos casos os mecanismos de segurança seriam mais eficazes se as pessoas os adotassem junto a mudanças de postura visando à prevenção de assaltos. Apenas de 2% a 3% se beneficiam desses comportamentos defensivos, como checar quem está batendo à porta antes de abri-la (96% das respostas dos entrevistados).
Uma dica para quem vai viajar é sempre deixar indícios de que alguém está em casa (69% das preferências). Nesse quesito, vale manter a casa iluminada para que ela pareça ocupada, desencorajando a maioria dos assaltantes. A mesma dica é útil para o período da noite. Se possível, deixe sinais de que alguém está acordado (52% das respostas). Ter objetos de defesa em casa pode ajudar a diminuir as chances de assalto para 40% dos entrevistados.
O erro mais comum para aumentar as chances de assalto, de acordo com a pesquisa, é não fechar as janelas ao sair de casa, com 42% dos votos. Outro hábito que pode ser perigoso é esquecer as chaves do lado de fora da porta, segundo apontaram 39% das respostas. Não trancar as portas ao sair de casa (26%) e não ligar o sistema de alarme (30%) também contribuem para aumentar a sensação de insegurança. 

 

Fonte: https://www.proteste.org.br/-/media/proteste/resources/paper%20publications/proteste/2012/proteste%20%20111/seguranca-residencial.pdf?la=pt-br